PERFIL DA REGIÃO:

A palavra “Butantã” na língua tupi-guarani significa terra dura, terra socada, terra de taipa, chão duríssimo, terreno rochoso. Antes de 1930, o Rio Pinheiros era muito sinuoso e sem grande inclinação, o terreno de suas margens alagava na época das cheias, esta região era um pantanal. São Paulo mal chegava até a Avenida Paulista. O Butantã era considerado “zona rural”.

A retificação do Rio Pinheiros foi realizada pela companhia Ligth que fez um acordo com a Prefeitura de São Paulo, estabelecendo que os terrenos que ficassem submersos quando terminada a obra as comportas fossem abertas, seriam propriedade da Cia City, sua parceira. Em 1929 acontece o maior alagamento da região que chegou até à Avenida Brasil (foi assim que a Cia City tornou-se proprietária e loteou os Jardins América e Europa, Brooklin e as Citys Pinheiros, Lapa e Butantã).

O Distrito do Butantã é muito grande. Possui 5 macro regiões: Morumbi, Vila Sônia, Raposo Tavares, Rio Pequeno e Butantã onde fica localizado o Parque da Previdência, o Parque Luís Carlos Prestes, a Praça Elis Regina, o Instituto Butantã (desde o início do século passado), a USP e o Morro do Querosene.

No Morro do Querosene, ainda uma gleba (não existe loteamento registrado na Secretaria da Habitação) não tem praças, parques ou passagens para pedestres. O traçado das suas poucas ruas acompanha as curvas de nível do relevo, e não são retas (ou xadrezas) como costuma acontecer nos loteamentos. Seu relevo tem a forma de uma concha acústica. No centro desta concha acústica (e nível mais baixo) fica localizada a “Biquinha”; no ponto mais alto, o que chamamos de Pracinha (uma única árvore, a Sibipiruna, no cruzamento de 4 ruas); e, encostada externamente à concha acústica, como se fosse um refúgio, a Fonte.

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